de presente minha solidão.
cola na tua.
amarra minha tristeza na sua insensatez.
me procura no resto dos sonhos que conhecemos.
nas sobras de quem fomos.
cola minha prisão na tua vocação anistiada.
no teu corpo que caiu
em cima
do meu
medo
de
viver.
segunda-feira, 11 de março de 2013
domingo, 10 de março de 2013
ensaios dos teus seios
paisagens vermelhas. já estive aqui e senti todos esses prazeres mórbidos.
dedilho o tempo que passou.
fendas ainda marcam minhas areias. e ainda me calo quando abro as pernas.
leio seus ensaios.
escorro, sinto a pele quente e luto contra o pulso.
absorvo palavras silenciosas e calo aos berros seus sorrisos mudos..
escrava de passos passados. condenada aos sonhos em lençóis impiedosos
arrancaria seus olhos com aquele velho broche de ouro
e junto ao meu peito dilacerado, descansaríamos
dedilho o tempo que passou.
fendas ainda marcam minhas areias. e ainda me calo quando abro as pernas.
leio seus ensaios.
escorro, sinto a pele quente e luto contra o pulso.
absorvo palavras silenciosas e calo aos berros seus sorrisos mudos..
escrava de passos passados. condenada aos sonhos em lençóis impiedosos
arrancaria seus olhos com aquele velho broche de ouro
e junto ao meu peito dilacerado, descansaríamos
quinta-feira, 7 de março de 2013
bite me
em troca, os braços mordidos, navegando na trilha enferrujada que escorria pelos seus pelos
evocarei os sonhos, as promessas. nosso culto em busca de um deleite veloz que falsamente me preenchia. cria em fantasias reais. penas. consumia carnavais perenes. plenos.
nas nossas fronteiras costuramos pesadelos. e era acalento.
prolongo a dor, porque de tudo foi o que restou. me faz ser nós. te despenca em mim e me arrepia.
espasmo que me traz à vida. caminha de mãos dadas ao que me aniquilou.
flagelo lustrado e ânsia pela fricção
busco tons de lilás em olhos alheios e saberei quais são os seus.
conheço o corte causado por sua lambida áspera. a espessura do liquido que escorre entre as pernas.
arrebentado os laços procuro construir nós com o resquício de nossas vísceras.
digerindo estranhos. continuo aqui, na mesma esquina.
prefiro apodrecer ao seu lado.
evocarei os sonhos, as promessas. nosso culto em busca de um deleite veloz que falsamente me preenchia. cria em fantasias reais. penas. consumia carnavais perenes. plenos.
nas nossas fronteiras costuramos pesadelos. e era acalento.
prolongo a dor, porque de tudo foi o que restou. me faz ser nós. te despenca em mim e me arrepia.
espasmo que me traz à vida. caminha de mãos dadas ao que me aniquilou.
flagelo lustrado e ânsia pela fricção
busco tons de lilás em olhos alheios e saberei quais são os seus.
conheço o corte causado por sua lambida áspera. a espessura do liquido que escorre entre as pernas.
arrebentado os laços procuro construir nós com o resquício de nossas vísceras.
digerindo estranhos. continuo aqui, na mesma esquina.
prefiro apodrecer ao seu lado.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
2602
e é tudo uma grande caminhada rumo ao fim.
meu.
seu e mais do que sempre, nosso
antes de mais nada, tudo.
me dá um cigarro, um abraço
e fim.
meu.
seu e mais do que sempre, nosso
antes de mais nada, tudo.
me dá um cigarro, um abraço
e fim.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
sobra
sempre falta algo.
sempre.
falta algo.
algo falta, sempre.
sempre falta.
sempre sobra vazio. v a z i o. sobra vazio. sempre vazio.
sempre.
falta algo.
algo falta, sempre.
sempre falta.
sempre sobra vazio. v a z i o. sobra vazio. sempre vazio.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
sons de branco
restos de coisas nenhuma. sombras de ninguém. corcundas da anunciação subitamente se erguem. paranoicos. me desfiz depois de engolir aquela meia dúzia de tentativas raivosas. só gemidos sórdidos me trilham. entre a sujeira deixada e o caos da minha sanidade impiedosa.
sua comida está sangrando dilacerada.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
o blues que me tem
as noites de blues me aconchegam. me levam a um lugar que é raiz e voo. me lembram porque e me questionam. posso parar ou caminhar léguas. e me fazem ter certeza de que sou a mesma. mas estou muito diferente. no final de tudo, sou uma garota do interior interessada em ouvir almas. e nada como o blues.
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