terça-feira, 19 de outubro de 2010

encontro

me visto de dores que não sinto
para que assim você me veja através dessa tristeza
e me reconheça nos infernos que são teus. 

eu te procuro.
Desde que lhe criei




amor


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

(re)


E pra começar, era o fim
Era preciso lidar com o desfeito
O pranto olhar e os anéis quebrados
A cara do desmanchar

Aprender novos paraísos,
Rir de velhas manhãs
tentar acreditar
Refazer
Remangar o rugido

E pra finalizar, um novo começo
Te conhecer em olhares forasteiros
O olhar sorriso e alianças fabricadas
Brincar de remontar

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

latência

primeiro aquela súbita mudança,
podia enxergar através do seu pescoço nu
os fantasmas que vigiavam o inseguro, o pranto mordido...

nesse momento
éramos outros 
éramos sóis

eu disse que me casaria contigo,
mas não te encontro mais,
apesar de te ver perto da poça por onde vejo o céu, o pranto e o latido...

desfizemos 

domingo, 22 de agosto de 2010

grande bobagem

castelos de (l) ego
que não me deixam sair
e não me suportam aqui dentro

terça-feira, 17 de agosto de 2010

insones dedos

A solidão sempre lhe soou familiar,
Aprendeu a conviver com o gigante tamanho da cama
Os pés gelados e o vazio do abraço
pelas noites vagava procurando aplacar dores que lhe sorriam pálidas, recordava-se de imagens dançando soltas
Ruidosas e plásticas,

possuia as unhas roídas e os restos daquelas flácidas canções imaginárias
anéis apertados contrastavam com a imensidão do seu corpo solitário
suas lagoas eram secas;
Repetidos abandonos
absinto
e versos desafinados

terça-feira, 10 de agosto de 2010

depois das 11

antes de tudo, eu precisava morrer

Passou das 5
Passou o dia
Parou a noite

E você não voltou

antes de tudo, mais nada

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

lugar nenhum

Estou exausta
E sei que você também está

Estou sangrando
E sei que você não sangra


Minha exaustão te quer estreito
A tua, te larga dos meus olhos
Para onde tu não tateies meu sangrar
Para onde o vento te carrega, eu não existo.

Guia-me contigo
até o lugar onde eu não existo?