quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
o blues que me tem
as noites de blues me aconchegam. me levam a um lugar que é raiz e voo. me lembram porque e me questionam. posso parar ou caminhar léguas. e me fazem ter certeza de que sou a mesma. mas estou muito diferente. no final de tudo, sou uma garota do interior interessada em ouvir almas. e nada como o blues.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
misericórdia
esgotei. não foi preciso vasculhar para encontrar esse monte de nada. por aqui, sujeira branca, espelhos quebrados e a falta do ar. lagartos sorrateiros passeiam e tecem meus olhos. pela fenda dos pesadelos crio asas de morcego e me viro do avesso.
agonizando. cuspindo maldições e flores.
ainda te procuro.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
1401
um lugar onde vocês nunca me encontrarão: em cima do muro
e do lado de cá (ou de lá) fica bem complicado conviver com quem monta na mureta
daí, prefiro os opostos
e do lado de cá (ou de lá) fica bem complicado conviver com quem monta na mureta
daí, prefiro os opostos
segunda-feira, 23 de julho de 2012
manoel
em meio ao cheiro vermelho
ele me fala da vontade de ser sincero novamente
como um piano em cima de mim
do lugar onde vem toda a música
e toda dor
genuinamente sangrenta
rasgada
e sozinha
da minha dor sei eu
ele me fala da vontade de ser sincero novamente
como um piano em cima de mim
do lugar onde vem toda a música
e toda dor
genuinamente sangrenta
rasgada
e sozinha
da minha dor sei eu
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Por um mundo sem sobrenome
Correndo o risco de parecer metida, babaca ou qualquer coisa que o valha, eu digo: Não tenho problemas com meu cabelo. Sei que 9 entre 10 mulheres sofrem diariamente tentando arrumar, tratar, adestrar e amansar a cabeleira. Não sofro desse mal. E se você pergunta se já sofri, a resposta é, sim já sofri. Sofri na adolescência, época de experimentações catastróficas, excesso de tinturas e produtos baratos, usados na tentativa de ter um visual hippie punk rajneesh. Mas passou, parei com produtos porcarias, com experimentações dignas da NASA e meu cabelo e eu hoje temos uma relação amigável e em alguns dias apaixonadas. Só que aí queridos amigos, começou outro problema, com um oponente bem mais poderoso. A indústria cosmética dos milagres, ou o exercito da salvação como eu costumo chamá-la. Comprar um shampoo virou um exercício de paciência. Simplesmente pela falta de produtos de boa qualidade para cabelos normais. Normais, sem tinta, sem tratamentos químicos, sem necessidade de recuperação e dos 7 componentes para chegar lá. (Confesso que esses shampoos me lembram aquelas matérias femininas dos passos para o orgasmo). Quero um shampoo bom, de cheiro agradável que não me faça promessas. Pode ser? E agora, correndo o risco de parecer machista e ser odiada pela população feminina eu digo: mulher adora uma promessa. Vinda de homem ou shampoo. De chás para emagrecer a absorventes. E por falar em absorventes, eles agora também são separados pela quantidade de sobrenome. ‘Sempre seca com abas fluxo intenso’. Ou ‘anatômico fino cobertura de algodão’. Cobertura? Prefiro em um doce. Poxa vida, não existe mais um absorvente para quem menstrua e só? Um fluxo normal, uma quantidade de dias ok e que possa trocá-lo de 2 em 2 horas. E se seu olho correu para ver se é uma mulher mesmo que está escrevendo, sim é. Adoro ser mulher, feminilidades e até algumas frescuras. Mas também gosto do simples, do shampoo Johnson de neném e daquele absorvente meio grossinho e sem aba. Quero um rímel que não trate meu cílios ( se cílios precisa ser tratado, o que será da gente? ) Gosto de livros, de folhas. De botecar e falar bobagem. E estou a espera de uma vida menos complicada, com menos sobrenome. Por cabelos que ás vezes acordam de mal humor e por mulheres que não precisam estar lindas todo o dia. Nem geniais, nem impecáveis sempre. Precisam estar felizes e sorrindo. Por quê? Porque felicidade na maioria das vezes não tem nem nome, quanto mais sobrenome.
terça-feira, 24 de abril de 2012
23/07
despertou rosnando. uivando de desejo.
molhada.
lembrou das paisagens quentes e do calafrios. arrepiou.
a camiseta de malha, cortava o bicos de seus seios duros.
sangrava e se lambia.
de quatro, cheirou a ultima carreira e sentiu a boceta secar
abriu as pernas e se meteu a escova, esfregou-se com as cerdas rijas.
um gole de gim; respiração rápida; um corte profundo
o sangue misturava-se ao liquido quente que escorria por entre suas pernas
gemia de dor e uivava de prazer. lavou-se.
mordeu os lábios e sentiu arder o que lhe sobrava de coração
sem entender a linguagem dos sonhos, levantou-se
vestiu-se, fumou.
um dia a mais
de uma vida qualquer
molhada.
lembrou das paisagens quentes e do calafrios. arrepiou.
a camiseta de malha, cortava o bicos de seus seios duros.
sangrava e se lambia.
de quatro, cheirou a ultima carreira e sentiu a boceta secar
abriu as pernas e se meteu a escova, esfregou-se com as cerdas rijas.
um gole de gim; respiração rápida; um corte profundo
o sangue misturava-se ao liquido quente que escorria por entre suas pernas
gemia de dor e uivava de prazer. lavou-se.
mordeu os lábios e sentiu arder o que lhe sobrava de coração
sem entender a linguagem dos sonhos, levantou-se
vestiu-se, fumou.
um dia a mais
de uma vida qualquer
segunda-feira, 5 de março de 2012
cicatrizada
munida de feridas doces e partidas
sonhadas lambidas comidas
feridas choradas, dançadas, curtidas
feridas repetidas
queridas escravas exaltadas, sonhadas
malditas
mal entendidas
carcomidas
roídas
feridas amadas lembradas
desejadas;
ferindo você
de saia rodada
sonhadas lambidas comidas
feridas choradas, dançadas, curtidas
feridas repetidas
queridas escravas exaltadas, sonhadas
malditas
mal entendidas
carcomidas
roídas
feridas amadas lembradas
desejadas;
ferindo você
de saia rodada
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